E o Cobogó ?? Ah ! voltou com tudo.

Popularizados por Oscar Niemeyer e Lucio Costa, os cobogós são elementos vazados que dividem ambientes e permitem a circulação de ar e luz. Com jeito retrô, mas feitos de materiais modernos, eles dão cara nova à decoração.

Veja várias ideias para usar.

Sucesso nos anos 1950 e 1960, os cobogós voltaram com força total. O nome pode causar estranheza, mas é provável que todo brasileiro já tenha visto um. O cobogó surgiu em Recife, na década de 1930, quando Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antônio de Góis, sócios numa fábrica de tijolos, tentavam criar algo capaz de aliviar as altas temperaturas nordestinas. Assim, projetaram um elemento vazado de concreto que permitia circulação de ar e de luz. O nome, por sua vez, veio da junção dos sobrenomes dos autores.

Adotado por Oscar Niemeyer e Lucio Costa, o cobogó virou febre no Brasil, mas, com o tempo, começou a sumir. Hoje, a peça ajuda a criar um ambiente de estilo retrô. “Assim como toda a releitura de uma peça histórica, ele retém em suas origens a nostalgia de tempos antigos”, explica o arquiteto Márcio Barth.

Mas quem não quer se prender ao estilo do passado também pode optar pelo cobogó. “A aplicação de materiais modernos – como resina, acrílico, e pvc – possibilita um ar contemporâneo ao ambiente em que será instalado, além das formas geométricas mais ousadas que remetem a um design condizente com o nosso tempo”, diz Barth.

O cobogó também é eficaz na divisão de pequenos espaços e consegue criar a sensação de amplitude. Por sua “fluidez”, consegue criar diferentes ambientes sem deixá-los com sensação de aperto. “Por ter uma estrutura que permite a passagem de luz e ar, esse elemento acaba definindo um ambiente, tornando-o mais privativo, contudo sem constituir uma barreira robusta”, diz o arquiteto.

Não há regras no uso de cobogós, mas é preciso bom senso para conseguir um visual harmonioso. “Muitas vezes, o menos é mais. Ter equilíbrio na linguagem arquitetônica é fundamental”, afirma Barth. O elemento vazado pode ser utilizado interna ou externamente, mas é preciso saber o que cada ambiente pede. “O efeito que desejamos deve ser levado em consideração: mais ventilação, mais iluminação natural, privacidade ou permeabilidade? Se o ambiente não permite alguns desses efeitos, opções mistas são preferíveis”, sugere. Para um ambiente interno, o arquiteto indica madeira e resina, “tanto pela leveza do material quanto pela possibilidade de formas contemporâneas”. Em ambientes externos, o vidro, a cerâmica e cimento são ótimas opções, “tanto pela resistência como pela facilidade de limpeza”, completa.

E não pense Vocês, que Cobogó só pode ser usado para separar ambientes, tem um pessoal com uam ideias bem, inusitadas para essas peças, tem até cabeceira, confere aí.

 

Fonte Raquel Brandão.

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